Não existe 'cura' da enxaqueca, mas existe controle. A maior parte das crises não vem do nada: vem de gatilhos acumulados — sono ruim, jejum prolongado, excesso de cafeína, estresse e mudanças bruscas de rotina. Trabalhar esses pontos reduz a frequência das crises de forma significativa.
Gatilhos mais comuns
- Noite mal dormida ou mudança brusca de horário de sono
- Jejum prolongado e quedas de açúcar no sangue
- Excesso de cafeína — e também a abstinência dela
- Álcool, especialmente vinho tinto e destilados
- Luz de tela intensa, cheiros fortes e ambientes barulhentos
- Estresse e, principalmente, a queda de tensão depois dele
Rotina que protege
Horários regulares para dormir, comer e acordar são o ponto mais importante. O cérebro da pessoa com enxaqueca é sensível a mudanças: quanto mais estável a rotina, menos crises. Hidratação constante (cerca de 35 ml por kg de peso por dia) e refeições a cada 3 ou 4 horas evitam gatilhos por jejum.
Manter um diário simples de crises por 1 a 2 meses — data, intensidade, sono, alimentação e o que veio antes — costuma revelar padrões que a pessoa não percebia. Esse diário muda a consulta.
Quando a rotina não basta
Se mesmo com rotina organizada as crises continuam frequentes (4 ou mais dias por mês) ou incapacitantes, o tratamento preventivo passa a fazer sentido. Isso é conversado na consulta, com base no padrão das crises e nos exames.
