O cérebro de quem tem enxaqueca não gosta de variação. Mudanças bruscas de sono, de horário das refeições e de nível de estresse funcionam como um convite para a crise.
Sono: o gatilho número um
- Dormir menos que o habitual costuma disparar crise no dia seguinte
- Dormir muito mais que o habitual (a clássica crise de sábado) também dispara
- Horário de dormir e de acordar parecido todos os dias protege mais que dormir muitas horas
- Ronco alto e sono não reparador merecem investigação de apneia
Jejum e desidratação
Ficar muitas horas sem comer e beber pouca água são gatilhos frequentes. Comer em intervalos regulares e manter a hidratação ao longo do dia reduz crises sem precisar de nenhuma dieta restritiva.
Estresse e o efeito rebote
Muitas crises não vêm no pico do estresse, mas quando ele passa — na sexta à noite, no primeiro dia de férias. Reconhecer esse padrão ajuda a antecipar cuidados nesses dias.
Como identificar os seus gatilhos
Um diário simples por 4 a 8 semanas, anotando dia da crise, sono, refeições, ciclo menstrual e medicamentos usados, mostra padrões que a memória não guarda. Esse diário vale ouro na consulta.
