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Enxaqueca6 min de leitura

Remédios para enxaqueca: o que usar na crise e na prevenção

Tratar a crise é diferente de prevenir. Entenda as famílias de medicação, por que analgésicos em excesso pioram a enxaqueca e quando o preventivo é indicado.

Remédios para enxaqueca: o que usar na crise e na prevenção

O tratamento da enxaqueca tem duas frentes e é importante não misturá-las. A medicação de crise serve para cortar a dor quando ela já começou. A medicação preventiva serve para diminuir a frequência e a intensidade das crises ao longo do tempo. Usar errado uma pela outra é uma das causas mais comuns de enxaqueca que 'não passa'.

Para a crise

O perigo dos analgésicos em excesso

Usar analgésicos (simples ou combinados) mais de 2 ou 3 vezes por semana por semanas seguidas gera a chamada cefaleia por uso excessivo de medicação: a dor de cabeça passa a aparecer quase todo dia e piora com o próprio remédio. É uma das causas mais frequentes de enxaqueca crônica e é revertível suspendendo o medicamento em excesso — com orientação médica.

Preventivo: quando e como

O preventivo é indicado quando há 4 ou mais dias de dor por mês, crises muito incapacitantes ou uso frequente de analgésicos. Existem várias famílias (betabloqueadores, antidepressivos, anticonvulsivantes, neuromoduladores) e, mais recentemente, anticorpos monoclonais específicos para enxaqueca. A escolha depende do perfil de cada pessoa — pressão, sono, humor, peso, ciclo hormonal.

O preventivo não é para sempre: usa-se por alguns meses, avalia o ganho e, muitas vezes, reduz ou suspende. Nunca ajuste a dose por conta: o acompanhamento define o ponto certo entre alívio e efeitos colaterais.

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Este texto é informativo e não substitui consulta. Agende um horário com Dra. Bruna Helena da Costa em Criciúma – Santa Catarina.

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